sábado, 20 de fevereiro de 2010

1º BIMESTRE

Competência e habilidade:

Levar o aluno a desenvolver o conceito de território por meio da linguagem cartográfica, propiciando o reconhecimento de informações geográficas em diferentes formas de representação.

Leitura e produção de textos contínuos (narrativas, textos expositivos e descritivos) e descontínuos (leitura e interpretação de mapas), estabelecendo a diferença entre os conceitos de limite e fronteira.

Compreender a diversidade do espaço geográfico brasileiro em diferentes escalas, nas suas dimensões sócio-política, material, cultural e natural, como um meio para construir o sentimento de pertencimento e de identidade nacional.

Caracterizar os principais e entender como diferentes grupos sociais se apropriam e modificam a natureza e as intencionalidades presentes nas alterações ambientais para poder se posicionar como cidadão atuante e agente responsável pela preservação da natureza.

Temas: O território brasileiro:
- A cartografia da formação territorial do Brasil
- A federação brasileira: organização política e administrativa
- O Brasil no mundo

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1:

FRONTEIRAS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

A hierarquia geográfica

A Terra contém:
• Continentes, que contêm...
• Seções continentais, que contêm...
• Países, que contêm...
• Regiões, que contêm...
• Cidades, que contêm...
• Distritos

Contintentes

A maior parte da superfície terrestre é constituída por oceanos e mares. Eles abrangem cerca de 73% dos 510 milhões de quilômetros quadrados que perfazem a área total do nosso planeta. Já os continentes e as ilhas abrangem apenas cerca de 27% da superfície da Terra e é nelas que o homem vive. Os oceanos e mares são importantes para a humanidade como meio de transporte e fonte de alimentos e de outros recursos naturais, tais como sal e petróleo.
As ilhas são porções de terra, bem menores que os continentes, cercadas de água por todos os lados.
Existem continentes pequenos , como a Austrália, por exemplo, que possui cerca de sete milhões e quinhentos mil quilômetros quadrados e ilhas enormes, como a Gloenlân0ia, que possui cerca de dois milhões e duzentos mil quilômetros quadrados.
Olhando o mapa-múndi, percebemos que existem quatro grandes massas continentais na superfície da Terra:
• VELHO MUNDO - Formado pela Ásia, Europa e África e que corresponde a mais da metade (57%) do total de todas as terras emersas existentes. É a maior porção sólida da superfície da Terra. Do ponto de vista físico, formam uma única porção continental. Do ponto de vista histórico e cultural, é dividido em três continentes, devido as grandes diferenças de idiomas, tradições e nível de vida entre seus povos.
• NOVO MUNDO OU NOVO CONTINENTE - É formado pelo continente americano (América do Norte, Central e do Sul).
• NOVÍSSIMO MUNDO, Também conhecido como Novíssimo Continente ou Oceania. É constituído pela Austrália e várias ilhas ao seu redor: Nova Guiné, Nova Zelândia, Tasmânia, Carolinas, arquipélago do Havaí além de outras. O Novíssimo Mundo abrange apenas 6% do total das terras do mundo.
• A ANTÁRTIDA - Um continente quase que totalmente coberto de gelo e que corresponde a mais ou menos 9% das terras do globo.
Com base em dados coletados por pesquisadores, chegou-se a conclusão que há cerca de 150 a 200 milhões de anos o continente americano e o Velho Mundo estavam unidos, formando um único bloco continental chamado Gondwana, que com o passar de milhões de anos foram se separando, oque continua acontecendo. Por exemplo, a América do Sul está se afastando da África, cerca de 3 cm por ano, em direção ao oeste.
Essa teoria, afirmando que América a África e a Eurásia teriam formado no passado um único continente, foi proposta pelo cientista alemão Wegener e é conhecida como teoria da Deriva dos Continentes ou deriva continental.
Tanto os continentes quanto o fundo dos oceanos formam enormes placas de terra denominados placas tectônicas, que se movem sobre o magma do interior da Terra, provocando terremotos, maremotos, vulcanismos e o movimento das placas denominados movimentos tectônicos.

Surgimento Das Terras Emersas E Das Águas

Há milhões de anos, na era geológica primitiva, chamada também de Pré-Cambriana, a Terra deveria ser uma imensa massa incandescente.
As temperaturas da Terra eram tão elevadas que não permitiam a existência de matéria sólida (rochas e minerais). Os minerais encontravam-se, então, sob a forma pastosa (magma).
Á medida que a temperatura começou a baixar, muitos minerais se solidificaram, formando as primeiras rochas - magmática. Com isso formou-se a crosta terrestre ou litosfera.
Quando do resfriamento dos minerais, gases e vapores escaparam para o alto, formando a atmosfera. Uma vez formada a atmosfera, surgiram os ventos , as chuvas, as geleiras, os rios, os oceanos e os mares.
As chuvas caíram durante um longo período de tempo e depositaram-se nas depressões (partes mais baixas do relevo). Parte dessas águas da chuva, novamente se evaporou, devido às altas temperaturas das rochas e dos minerais. Mas com o resfriamento da Terra, a maior parte das águas foi depositada nas depressões da crosta terrestre, formando os oceanos e mares.
Tudo isto aconteceu à 5 bilhões de anos, na era primitiva.
Na era primitiva os oceanos não apresentavam a forma que possuem hoje. Nem mesmo a distribuição tal qual apresentam atualmente. Ao longo dos tempos, os oceanos e continentes foram se modificando até atingir a atual forma e distribuição.
Isso tudo pode ser explicado através da teoria da deriva dos continentes, que é explicada pela teoria das placas tectônicas.
O criador dessa teoria foi Alfred Wegener. A teoria de Wegener defendia a idéia de que os continentes flutuam sobre um a parte pastosa do interior do globo terrestre. Em vista disso, os continentes se deslocam ou se movimentam, ou seja, estão à deriva.
Wegerner se apoiou no fato de que o continente africano está se distanciando do continente americano, cerca de 3 cm por ano e que os mesmos se encaixam como num quebra-cabeça.
Wegerner admitiu que durante a era Paleozóica, existia apenas uma única massa continental, por ele denominada Pangéia. O espaço restante da superfície terrestre seria ocupado pelo imenso Oceano.
A teoria das placas tectônicas
A crosta terrestre forma uma camada flexível dividida em grandes partes chamadas placas tectônicas. Na parte superior dessas placas, estão as bacias oceânicas e os continentes.
As placas tectônicas deslocam-se sempre impulsionadas pelo calor do centro da Terra.
Os deslocamento horizontal das placas tectônicas provoca deformações nas rochas, terremotos, vulcanismos e maremotos.
Os grandes dobramentos de terreno ocorridos na era Cenozóica, deram origem a várias cadeias montanhosas (Alpes, Andes, Rochosas e Himaláia).
A formação e a distribuição atual dos continentes e oceanos no globo terrestre é resultado de uma longa historia, de cerca de 5 bilhões de anos. De nosso planeta.
Assim, a divisão do mundo em continentes foi realizada pela própria natureza. Foram fenômenos, ou forças naturais (como o calor do centro da Terra), que impulsiona as placas tectônicas e cria dobramentos e que distribuíram os continentes, ilhas, oceanos e mares no globo terrestre.

O Velho, O Novo E O Novíssimo Mundo

Essas expressões referem-se ao processo de descoberta e colonização dessas diversas regiões do planeta.
A África e a Eurásia (Europa e Ásia) recebem o nome de Velho Mundo porque foi aí que surgiram as mais antigas civilizações, como a fenícia, a suméria, a assíria e a egípcia.
Também os fósseis humanos mais antigos, foram encontrados em certas regiões do Velho Mundo, na China e no Oriente Médio.
Além disso, foi na Europa que surgiu o tipo de civilização que predomina nos dias de hoje, a civilização ocidental. Por isso a Europa é conhecida como “berço da civilização”.
Com as grandes navegações , os europeus descobriram novas terras e impuseram seus costumes, sua religião e sua cultura aos povos dominados, além de escravizar povos africanos, dizimar índios e impor um sistema comercial que beneficiava apenas a Europa. América é chamada de Novo Mundo porque os europeus a descobriram somente no final do século XV. Até esse momento, o único mundo que conheciam era a Eurásia (Europa e Ásia) e a África.
A colonização da Austrália e do conjunto de ilhas que pertencem a Oceania, deu-se apenas no século XVIII. Por isso, passou a chamar-se Novíssimo Continente.
Seções continentais
Uma seção é uma divisão de um continente em partes que façam sentido para o viajante. Alguns exemplos clássicos são Sudeste da Ásia ou Oriente Médio. Às vezes as seções podem não fazer sentido, ou podem ser equivalentes às fronteiras nacionais. Por exemplo, é natural dividir América do Norte em Canadá, nos Estados Unidos da América, e no México.

Países

Um país é um território de Estado reconhecido e que possui língua, costumes, religião e governo, regidos por uma constituição federal. Temos como exemplo França, Brasil, Estados Unidos, etc.

Regiões

Uma região é uma subdivisão de um país, seja climática, cultural, geográfica ou política. As regiões podem coincidir com as divisas subnacionais -- como estados nos EUA, províncias no Canadá, ou departamentos na França. No Brasil, as regiões servem para “dividir” o país em porções menores para melhor serem estudadas e governadas, como por exemplo: região nordeste, sudeste, etc. É dentro das regiões que se encontram os estados, como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, etc.
Em países grandes, as regiões podem e devem conter outras regiões, a fim torná-los mas fáceis de compreender.. Os EUA, portanto, são divididos em várias regiões, cada uma delas contendo, por sua vez, um ou mais Estados.

Cidade

Pode-se definir cidade “como uma aglomeração humana densa e permanente, com ativas relações e alto grau de organização, independente do solo para sua subsistência”
Na cidade ocorrem as relações sociais, os conflitos e movimentos urbanos, São produzidos bens de consumo que depende de abastecimento exterior e seus habitantes dedicam-se as atividades industrial, comercial, ao transporte e a administração.
Enquanto aglomeração humana, a cidade é uma invenção mais ou menos recente, datando de um passado não superior a 7 mil anos.
São as cidades, fruto de civilizações, culturas e sistemas econômicos distintos, o que explica as características próprias de cada uma.

Município

É a unidade de governo local. O Município hoje existente , não possue semelhança com a cidade antiga.. Em outros tempos, haviam muitos agrupamentos humanos, porém não se tinham indícios do que viria a ser Município.
Na atualidade, observa-se que no Brasil, o município possue maior autonomia político-administrativa, em todo o mundo. Podendo eleger seu próprio governo, fazer leis, arrecadar imposto, empregar seus recursos, organizar e administrar os serviços, porém deve seguir as diretrizes da Constituição Federal.
Surge como síntese de fatores sócio-econômicos em um território, com expressão política e reconhecimento jurídico, segundo Diomar Ackel Filho (1992 ).
O Município desempenha atividades locais, inseridas no contexto geral do desenvolvimento e bem-estar nacional, pois cabe a ele prestar e empreender serviços e obras públicas, que atendam as necessidades da população.
Devido a isso, as leis tratam de reconhecer, garantir e disciplinar o Município em seus muitos aspectos.
Pode-se, então, definir o Município como uma divisão territorial-administrativa, comandada pôr um prefeito, dotado de poderes para resolver suas próprias questões.
Há um elenco de competências reservadas pela Constituição Federal ao Município, dentre elas são:
- Legislar sobre assuntos de interesse local;
- Suplementar a Legislação Federal e Estadual no que couber;
- Instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;
- Criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;
- Observar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;
- Manter com a cooperação técnica e financeira da União, programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental;
- Prestar , com a cooperação técnica e financeira da União e dos Estado, serviços de atendimento a saúde da população;
- Promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, parcelamento e da ocupação do solo urbano;
- Promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legilasção e ação fiscalizadora federal e estadual.
Organização espacial é o arranjo espacial, estrutura territorial e espaço socialmente produzido pelo homem no decorrer da História, ou seja, campos, caminhos, minas, dutos, redes, fábricas, lojas, habitações, templos, etc, dispostos sobre a superfície da terra. É a transformação da natureza pelo trabalho social, de acordo com as possibilidades que cada sociedade possui e que derivam do desenvolvimento e das relações sociais e de produção.
As cidades possuem diferentes dimensões, paisagens e dinâmicas, que fazem com que cada cidade tenha características próprias de crescimento.
Esse crescimento pode ser horizontal ou vertical, orientado pelo aumento da população em relação a ocupação de um dado território.
No crescimento horizontal , a cidade vai ocupando áreas antes utilizadas para atividades primárias. Essas áreas são divididas em lotes, isto é, frações do território urbano que variam de tamanho e são comprados e vendidos de acordo com o poder aquisitivo de sua população.
Quando um lote é retido por muito tempo, pode significar que seu proprietário está esperando que seu preço aumente para posteriormente vender. É o processo de especulação imobiliária e que traz muitas consequências para o social.
Essa retenção artificial do solo urbano provoca uma escassez artificial do chão, obrigando a cidade a expandir-se horizontalmente, criando loteamentos em áreas cada vez mais distantes.
Na forma de crescimento vertical, percebemos o aumento do número de edifícios. A aglomeração de prédios se faz maior no centro, dispersando-se a medida que vamos nos afastando para os bairros mais distantes.
O crescimento vertical de uma cidade ocorre para atender as exigências de moradia de sua população, com o aparecimento de edifícios residenciais, ou para criar espaço para atividades econômicas.
Esse crescimento depende da ação dos agentes que atuam na estruturação urbana, tanto o poder público como a iniciativa privada.

Distritos

“Os distritos são as unidades administrativo-territoriais que compões o município”. Geralmente os distritos são criados para fins de descentralização e melhor distribuição dos serviços públicos .
O município pode ser composto de um principal, onde está localizada a sede, ou de vários outros distritos, que compões o desmembramento da unidade geográfica do município.
Subdividir uma cidade em distritos é mais uma questão de organização do que do tamanho físico. Rubião Jr. e Vitoriana, por exemplo, são distritos de Botucatu.

O Brasil no mundo

O Brasil é o quinto país do mundo em área total, superado apenas por Rússia, Canadá, China e EUA. Ocupa 20,8% das Américas e 47,7% da América do Sul. Medições mais recentes, feitas com novas tecnologias, concluíram que a área total do território brasileiro é maior do que se pensava antes: 8.547.403,5 km². Esse número abrange a soma das cinco grandes regiões e as ilhas de Trindade e Martim Vaz, com 10,4 km².
O Brasil ocupa a porção Centro-Oriental da América do Sul, ocupando 47,7% desse continente.
O Brasil tem um dos mais extensos territórios do mundo: é o quinto maior país em área.
Em relação aos países do continente americano, o Brasil tem o terceiro maior território, depois do Canadá e dos Estados Unidos, respectivamente. Dos países da América do Sul, é o maior em extensão.

Os Seis Países Mais Extensos Do Mundo:
Rússia = 17075400 = Europa e Ásia
Canadá = 9970610 = América
China = 9 597 000 = Ásia
Estados Unidos = 9372615 = América
Brasil = 8547403 = América
Austrália = 7 682 300 = Oceania

SITUAÇÃOD E APRENDIZAGEM 2:

FRONTEIRAS PERMEÁVEIS

As fronteiras do Brasil

Antecedentes

O Brasil possui uma fronteira de 15.719 km, com dez países vizinhos. Seu território formou-se basicamente durante o período colonial. Assim, ao contrário dos Estados Unidos, que alcançaram sua expansão depois de conquistar a independência, o Brasil surgiu como nação soberana com uma configuração territorial muito próxima da que tem atualmente, destacando-se as exceções que incluem a então província Cisplatina e o atual estado do Acre. A instituição monárquica brasileira assegurou, no século XIX, a unidade da antiga América portuguesa e se dedicou à tarefa de dirimir as múltiplas dúvidas relacionadas aos limites com os novos vizinhos, com base nos tratados assinados entre as potências coloniais, e o princípio da uti possidetis.
O Tratado de Madri, de 1750, representou o reconhecimento de novas realidades de fronteira por parte das duas coroas ibéricas: trocou-se o direito espanhol sobre os territórios de Mato Grosso, de Goiás, do Continente de São Pedro, atualmente Rio Grande do Sul, e da Amazônia, a leste da linha de Tordesilhas, pelos direitos portugueses sobre as ilhas Filipinas, já naquela época ocupadas pelos espanhóis. De 1750 a 1820, vários tratados se sucederam, conforme as vicissitudes das alianças na Europa, mas a configuração do atual território brasileiro já era basicamente a mesma.
Ao longo do século XIX os países da América do Sul consolidam suas nacionalidades. Equador, Colômbia e Venezuela surgem como entidades distintas, nascidas da extraordinária experiência bolivariana da Grande Colômbia. As províncias do Rio da Prata se integram à pujante República Argentina. Bolívia, Chile, Uruguai, Paraguai e Peru avançam na construção dos respectivos estados nacionais. O Brasil, já próximo ao final do século, abandona a experiência unitária, embora flexível, do Império e adota o regime republicano federativo. As Guianas continuavam sob domínio europeu. Com a virada do século, buscou-se dar forma definitiva às fronteiras e a partir do importante trabalho dos diplomatas do Império - como o Barão do Rio Branco e Joaquim Nabuco - foi possível levar adiante a negociação dos territórios pendentes com a França, Inglaterra e Argentina, valendo-se do instrumento da arbitragem. O episódio do Acre, então território indiscutível da Bolívia, foi resolvido de modo pacífico, de forma satisfatória para ambas as partes.

Da delimitação à cooperação

Atualmente, o território brasileiro tem fronteira com dez países vizinhos.
Cabe estabelecer uma distinção entre as fronteiras amazônicas, ainda pouco habitadas, e as do sul, onde o contato com os países vizinhos é mais antigo e mais intenso. O Brasil faz fronteira com:

Guiana Francesa: extensão total de 730 km (303 km terrestres e 427 km fluviais).
República do Suriname: extensão de 593 km, totalmente terrestres.
República da Guiana: extensão total de 1.606 km (908 km terrestres e 698 km fluviais).

Venezuela: extensão de 2.100 km, totalmente terrestres.
Colômbia: extensão total de 1.643 km (835 km terrestres e 808 km fluviais).
Bolívia: extensão de 3.126 km, totalmente terrestres.
Peru: extensão total de 2.995 km (933 km terrestres e 2.002 km fluviais).
Argentina: extensão total de 1.261 km (25 km terrestres e 1.236 km fluviais).
Paraguai: extensão total 1.366 km (437 km terrestres e 929 km fluviais).
Uruguai: extensão total de 1.068 km (319 km terrestres e 749 km fluviais).

Vencido o desafio de determinar e demarcar os limites físicos do país, vive-se hoje o processo de incorporação plena dos pontos mais distantes e isolados do território brasileiro ao projeto de desenvolvimento nacional.
O histórico distanciamento entre o Brasil e seus vizinhos na região, devido às barreiras físicas e às forças econômico-culturais gerou o perigo, tais como a infiltração do narcotráfico, do contrabando, a destruição ambiental e a ação desordenada da exploração de minérios. Dessa forma, se o Brasil não tinha problemas "de fronteira" com seus vizinhos, começavam a aparecer problemas "na fronteira".
Ademais, tanto a dinâmica do processo de globalização como os esforços regionais de integração, cuja síntese é o Mercosul, levam ao reconhecimento de que os objetivos de desenvolvimento nacional sustentável e equilibrado não podem ser alcançados a não ser que sejam parte de um crescente entendimento em escala sul-americana. Elemento central desse processo é a maior aproximação entre a Amazônia ocidental e setentrional brasileira com as regiões limítrofes dos países vizinhos, que compartilham a aspiração de superar o isolamento físico e a marginalização econômica.
Na região amazônica a intensificação das demarcações de limites ao longo das extensas fronteiras continua sendo elemento indispensável na caracterização e consolidação da presença do Estado. As transformações do mundo moderno tornam imprescindível o fortalecimento da ação fiscalizadora e ordenadora do espaço físico e sócio-econômico. O Estado brasileiro enfrenta o duplo desafio de promover a melhoria na qualidade de vida das populações locais, inclusive como forma de redução das desigualdades regionais no país, e o estímulo ao processo de integração e cooperação entre os países amazônicos. Nesse contexto são imprescindíveis as iniciativas dirigidas à implementação de projetos bilaterais (entre dois países) de desenvolvimento fronteiriço entre o Brasil e seus vizinhos. As fronteiras já não são linhas delimitadoras, mas se convertem em pontos de encontro entre os povos.
Os programas de desenvolvimento fronteiriço oferecem um marco para a formulação de uma agenda positiva de ações conjuntas e coordenadas. Tais perspectivas têm como objetivo satisfazer as necessidades das populações carentes de serviços básicos de saúde, educação e capacitação técnica, necessários para o melhoramento, em condições auto-sustentáveis, de sua qualidade de vida.
Isto envolve, igualmente, iniciativas de maior alcance, e nela se enquadram os projetos conjuntos com a Venezuela (interligação elétrica Guri-Boa Vista; ligação Caracas-Manaus por estrada de rodagem - BR 174; programa de divisão zonal econômico-ecológica) e Bolívia (interligação energética Santa Cruz-Cuiabá; criação de comitês de fronteira em Brasiléia-Cobija, Guajará-Mirim-Guayaramerín e Corumbá-Puerto Suárez), assim como os trabalhos desenvolvidos pelas comissões bilaterais de fronteiras com Peru e Colômbia.
Vale mencionar os projetos de integração física e de interligação energética assinados com os vizinhos do Mercosul: com a Argentina, a ponte São Borja-Santo Tomé, a ponte Itaquí-Alvear, a Hidroelétrica de Guarabí e o conjunto de compromissos definidos no Protocolo de Intenções sobre Cooperação e Interligações Energéticas, firmado em abril de 1996; com o Paraguai, a ligação e o gasoduto Chaco-Paraná; e, finalmente, com o Uruguai, a interligação entre o eixo fluvial Buenos Aires-São Paulo e o projeto de construção da ponte Colonia-Buenos Aires.

Brasil: posição geográfica

O Brasil possui terras em três dos quatro hemisférios da Terra: norte, sul e oeste.
O território brasileiro está situado totalmente a oeste do principal meridiano, meridiano de Greenwich (Inglaterra), Portanto, está inteiramente no hemisfério ocidental ou oeste.
A linha do Equador atravessa o norte do território, determinando a localização do país em dois hemisférios: 7% de terras ao norte, ou no hemisfério setentrional, e 93% de terras ao sul, ou no hemisfério meridional. O Brasil é o único país do mundo cortado pela linha do Equador ao norte e pelo trópico de Capricórnio, ao sul (23°27'}. Podemos observar que 92% do território brasileiro está na zona tropical ou inter-tropical e 8% na zona subtropical.
O Brasil ocupa o equivalente a 47% do território sul-americano, localizando-se na sua porção centro-oriental. Em terras brasileiras está o centro geográfico da América do Sul, localizado no estado de Mato Grosso. A leste, o Brasil é banhado pelo oceano Atlântico. Tem 23 086 km de fronteiras, sendo 15719 km terrestres e 7 367km marítimas.
As fronteiras marítimas estendem-se da foz do rio Oíapoque, no Amapá (norte), até o arroio Chuí, Rio Grande do Sul (sul). Com exceção do Equador e do Chile, o território brasileiro faz fronteira terrestre com todas as nações da América do Sul.
- Ao norte: Guiana Francesa, Suriname, Guiana e Venezuela.
- A noroeste: Colômbia.
- A oeste: Peru e Bolívia.
- A sudoeste: Paraguai e Argentina.
- Ao sul: Uruguai.
Podemos ter uma noção da grandeza territorial do Brasil ao destacar seus pontos extremos: do ponto extremo norte (monte Caburaí) ao ponto extremo sul (arroio Chuí) são 4 394,7 km; do ponto extremo leste (ponta do Seixas) ao ponto extremo oeste (serra de Contamana) são 4 319,4 km. O Brasil é uma nação equidistante, isto é, praticamente tem as mesmas distâncias entre seus pontos extremos.


CIDADES IRMÃS

Riviera (Uruguai) – Santana do Livramento (Brasil)

Rivera é uma cidade do Uruguai, capital do departamento de mesmo nome (cuja superfície total é de 9.370 km²), no norte do país, que com a vizinha Santana do Livramento, no sul do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, constitui uma curiosa conurbação binacional, denominada Fronteira da Paz, com aproximadamente 190.000 habitantes, que vivem de forma integrada.
As principais atividades econômicas da cidade de Rivera são as lojas destinadas ao free-shop, voltadas ao público brasileiro, tornando Rivera um destino popular para a compra de produtos importados em dólar. Com a queda da cotação do dólar, muitos aparelhos podem ser comprados por preços até 40% menores do que similares no Brasil. O limite de compras em Rivera é de US$ 300 por pessoa. Compras acima desse valor devem ser declaradas na Receita Federal para o pagamento do imposto de importação correspondente para que o produto possa entrar legalmente no Brasil.
Destaca-se também a existência de um casino, situado justamente sobre uma das avenidas por onde corre a fronteira entre os dois países. No interior do departamento, predomina a criação de gado e a forestação.
Tabatinga (Amazonas – Brasil) – Letícia (Colômbia)
Tabatinga é uma cidade fronteiriça à Colômbia e ao Peru, sendo que a fronteira com o primeiro país é terrestre. As cidades de Tabatinga e Leticia (Colômbia) são interdependentes, no tocante ao abastecimento das populações. Todavia, o único marco limítrofe é um poste com as duas bandeiras, o que faz com a população local transite livremente entre os dois países como se as duas cidades fossem uma. O acesso mais frenquente à Colômbia é pela Avenida da Amizade que começa no aeroporto de Tabatinga e termina dentro de Letícia.
Por sua localização desfavorável em relação a Manaus, principal mercado consumidor, não há empresas maiores óu fábricas interessadas em investir nessa região, apenas duas fábricas uma de Polpas de Fruta e uma de Adubo Orgânico para exportação já se manifestaram em criar base na área, porém esperaram formas de viabilizar o escoamento de suas produções.
O custo de vida é um pouco elevado em virtude da distância com a capital, todavia, a cidade fronteiriça, Letícia, dá suporte mais favorável, haja vista que tal cidade é livre de todo imposto colombiano, recebendo mercadoria pelo canal do Panamá a preços baixos. A população tabatinguense vai à cidade fazer compras diversas, onde varia do supermercado aos móveis de casa. Os produtos mais procurados são os eletrodomésticos, móveis e principalmente os perfumes franceses, cujos preços correspondem 40% do valor dos perfumes em Manaus.
A população em Tabatinga é mista, pois possui brasileiros, peruanos, colombianos e dentre estes, os indígenas de diversas etnias. Dentre os brasileiros em Tabatinga, existe a população rotativa, correspondente aos militares das forças armadas e bancários que vão a Tabatinga passar temporadas.
No município a rede de esgotos é praticamente inexistente e o fornecimento de energia e o asfaltamento precários - Sua principal avenida é chamada de Avenida da Amizade, visto que liga a Tabatinga a Leticia.
Existem vários esportes radicais que são praticados no município: motocross, bicicross e leparkour.
Embora visada pelo narcotráfico como rota de passagem , não é um centro consumidor, a organização policial da cidade é precária.
Guajará Mirim
A região onde Guajará-Mirim está localizada, no passado era conhecida como um ponto de referência para designar o ponto brasileiro do ponto boliviano. No início do século XX a região tornou-se conhecida graças à implantação do terminal da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, inaugurada em 1912.

Guajará-Mirim fica às margens do Rio Mamoré, e por isso é conhecida como a Pérola do Mamoré. Na cidade ocorre um fenômeno interessante, as junções dos rios Mamoré com o Pacaás-Novos. As águas barrentas do Mamoré ficando separadas das águas cristalinas do Pacaás-Novos.
Situação de aprendizagem 3 e 4
Estudo da Formação territorial do Brasil por meio de mapas